Desde pequeno me encantei.
Uns diziam que era mal assombrada,
Outros que de interessante não tinha nada,
Mas não acreditei.
Fiz-me homem a espiar aquela linda casa
Que nunca pude entrar.
Seus jardins eram floridos
Como se alguém os cultivasse diariamente
Mas vivesse escondido
Com medo da gente.
Passaram-se anos...
E lá estava ela,
Velha, mas bela
E firme no chão!
Um dia finalmente consegui entrar.
Tremia dos pés a cabeça,
Mal podia acreditar.
Mas, era tão vazia,
Tudo tão frio, que me pus a chorar...
Ao sair,
Pude ler junto a porta
O que ao entrar de súbito não percebi:
- Seja bem-vindo(a), mas lembre-se;
Se tiverdes sonhado o bastante
E brincado quando mais novo, me julgarás
De uma forma mais alegre e menos apavorante.
Mas se tentastes me desvendar todo o tempo,
Perdestes o que talvez gostasse em mim:
A razão de viver! - Prazer, VIDA!
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